21 de Novembro de 2009

As 10 coisas que Analistas deveriam saber antes de apresentar materiais técnicos para seus Gerentes e Diretores

Arquivado sob: Gestão de Pessoas — marco @ 14:24

Analistas são frequentemente questionados pelos seus gerentes sobre as suas decisões e tem por frequência a necessidade de expor a estes conceitos técnicos. Muitas destas apresentações se tornam desastrosas por desconhecimento do modelo mental dos gerentes. Adapto (e estendo) aqui um belo trabalho realizado por Gerrit Mulller, que discute aspectos importantes em apresentações técnicas para não-técnicos (gerentes).

1. Compreenda como gerentes funcionam. Gerentes são orientadas por ações, são normalmente impacientes, ocupados, trabalham com fatos e não com crenças, operam em contextos essencialmente políticos e buscam elementos financeiros e mercadológicos todo o tempo.

2. Apresente um material profissional, com uso moderado de imagens e animações e textos curtos. Longos textos e uma aparência pobre distraem gerentes e dificultam a venda de idéias técnicas.

3. Não apresente crenças e filosofias sobre métodos e técnicas explicitamente. Deixe que os fatos conduzam os gerentes sobre uma técnica ou um método que você deseje demonstrar.

4. Não subestime o conhecimento técnico dos gerentes. Ao mesmo tempo, nunca corrija um gerente desinformado caso ele diga uma “asneira” técnica no meio da sua apresentação. Lembre-se que gerentes possuem autoridade formal e analistas normalmente somente autoridade moral.

5. Não deixe que um gerente conduza e domine a reunião. Lembre-se que você é o “maestro”.

6. Organize o conteúdo sobre quatro elementos centrais (uma definição clara do problema, uma exploração da solução, opções e recomendações e uma lista de ações e decisões). Lembre-se, entretanto, de usar fatos e figuras para conduzir estes elementos.

7. Esteja confiante, mas aberto a ouvir. Esteja bem-vestido, mas permaneça autêntico ao seu estilo.

8. Gerencie as expectativas desde o começo da reunião. Diga o que irá fazer, faça o que disse que iria fazer e lembre a todos no final da reunião o que você disse.

9. Endereçe as preocupações gerenciais típicas. Traduza os requisitos técnicos em consequências de negócio (esforço e pessoas envolvidas nas ações, tempo, custos, riscos, investimentos necessários e lucro sobre este investimento).

10. Se atenha as princípios fundamentais das “Idéias que Colam” do irmãos Heath e do seu livro homônimo. Os seis princípios fundamentais são: Simplicidade, Concretude, Credibilidade das Idéias, Surpresa, Emoções e Histórias.

3 de Novembro de 2009

Os condutores arquiteturais para a adoção do SOA Orientado por Eventos - EDA e CEP

Arquivado sob: Arquitetura, SOA — marco @ 14:51

A abordagem tradicional para SOA está baseada nas premissas da modelagem, simulação, automação, monitoração e gerência de processos de negócio, i.e, o ciclo de vida de BPM (Gerenciamento de Processos de Negócio). Existem diversos cenários, entretanto, onde esta premissa não se torna válida.

Caso a nossa empresa ou o problema em questão apresente a lista de condutores abaixo, uma abordagem arquitetural mais adequada é a orientação por eventos.

Condutores Arquiteturais para CEP (Processamento de Eventos Complexos)

  • Agilidade e adaptabilidade.
  • Gerenciamento por exceção.
  • Respostas imediatas.
  • Respostas instantâneas a eventos que ocorrem fora do seu eco-sistema de parceiros.
  • Resposta a situações não antecipadas.

O CEP como um contraponto ao BPM tradicional

Contraponto musical

Dois cenários clássicos deste contexto são aplicações que monitoram fraudes e aplicações que reagem a eventos de mercado para sistemas de suporte a decisão de investidores. Uma abordagem tradicional baseada em BPM geraria um esforço absurdo na tentativa de modelar diversos caminhos e percursos de processos e situações, sendo que muitas destas situações ainda não são conhecidas.

No paradigma CEP (Complex Event Processing), a chave é adaptar software chamados de máquinas de eventos para ouvir a determinados tipos de eventos que necessitem ser monitorados. Estes eventos podem ser capturados de bases de dados, ERPs, CRMs e outros elementos arquiteturais do seu eco-sistema. A partir da sua máquina de eventos, processos podem ser iniciados ou outras ações podem ser disparadas. Por exemplo, se três eventos de uso de cartão de crédito ocorrem em um intervalo de cinco minutos com soma total acima de 500 reais, a máquina de eventos poderia solicitar a um operador do call-center ativo para retornar uma ligação a um cliente.

O CEP não invalida o BPM, assim com um contraponto musical não invalida a melodia central da música. Pelo contrário, o CEP enriquece o BPM, pois permite que processos de negócio sejam invocados de formas inesperadas. No cenário acima, o processo de monitorar compras do cliente pode ser invocado a partir de uma máquina de eventos, gerando maior eficiência e assertividade em uma administradora de cartão de crédito.

Uma arquitetura de TI que suporte o modelo CEP é chamada de EDA, i.e, Event Driven Architecture. Dentro do amplo leque de ferramentas SOA, temos diversos fornecedores com bons produtos EDA/CEP.

Blog do Marco Mendes | Artigos, Comentários e Opiniões sobre Engenharia de Software, Arquitetura de Software, SOA e Java