7 de Julho de 2009

Para saber mais sobre arquitetura de software, estude sobre arquiteturas de negócio

Arquivado sob: Arquitetura — marco @ 19:06

Arquitetos de software de verdade investem grande parte do seu aprendizado em técnicas arquiteturais. Exemplos destas técnicas incluem o modelo de visualização 4+1 de Kruchten, processos de software, os modelos SEI QAW, ATAM, CBAM, V&B e ADD, os modelos de requisitos FURPS+, ISO 9126, ISO SQUARE, as recomendações arquiteturais da norma IEEE 1471, técnicas de liderança de times e mesmo modelos de arquiteturas corporativas como o TOGAF ou o Zachman Framework.

A notícia boa é que este corpo de conhecimento técnico permite que o arquiteto projete, elicite requisitos, modele, experimente, prove conceitos com código, acompanhe a sua equipe e edifique toda a arquitetura técnica de um produto.

A notícia ruim é que mesmo este corpo gigantesco não garante o bem mais esperado de uma arquitetura de software, que é o alinhamento às estratégias de uma organização.

A notícia pragmática, então, é uma arquitetura de software somente deve existir para servir à uma arquitetura de nível superior, chamada de arquitetura de negócio. A arquitetura de negócio não é um super-conjunto da arquitetura de software. Ela é apenas uma arquitetura que existe em outro plano.

Uma arquitetura de negócio é uma macro-organização que descreve o modelo operacional de uma organização, suas áreas de negócio, seus processos de negócio nucleares e os seus atores de negócio.

Para tornar o concreto o nosso raciocínio, uso como exemplo o eTOM dentro so segmento de TELECOM. o eTOM é um guia com a descrição dos processos de negócio para um provedor de serviços de telecomunicações.

Um outro exemplo concreto é o SCOR, modelo de referência para empresas que possuam complexas cadeias de fornecimento (supply-chains).

Um terceiro exemplo, dentro do governo Brasileiro, é a empresa de referência da ANEEL. Esta empresa de referência serve como modelo operacional para qualquer concessionária de distribuição de energia elétrica, descrita no documento supracitado através de um conjunto de motivadores de negócio, processos de negócio, regras de negócio e modelo organizacional.

Um quarto exemplo é o ITIL, que é uma arquitetura de negócio para operações e serviços de TI.

Ao saber mais do contexto onde atuamos como arquitetos, podemos escolher entre soluções técnicas mais adequadas e coerentes. Podemos usar melhor os recursos escassos da TI e gerar mais valor de negócio para estas empresas.

Para se tornar um melhor arquiteto e saber mais sobre arquiteturas de software, estude mais as arquiteturas de negócio das verticais de atuação da sua empresa.

Pensamento do dia: A primeira lei da automação, por Bill Gates - “A automação de um processo de negócio eficiente irá aumentar a sua eficiência operacional”

1 Comentário »

  1. […] Conforme estas necessidades de integração, podemos derivar quais capacidades de TI serão mais úteis e mais corretas para que possamos então escolher um melhor modelo SOA para a nossa área, unidade de negócio ou empresa. Escolher o SOA correto para a sua unidade de negócio tem a ver com eficácia e com o alinhamento das ações de TI com a arquitetura de negócio da sua empresa. […]

    Pingback de Blog do Marco Mendes » O SOA da minha empresa pode não ser o seu SOA da sua empresa. O SOA da sua empresa pode não ser o SOA da empresa vizinha. — 10 de Agosto de 2009 @ 16:22

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